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23.1.04
Quente X Frio Se tem algo com o que posso dizer que tenho uma relação de amor e ódio, esse algo é o sol. Você vai me perguntar, o sol? Aquele lá de cima? Esse que esquenta a gente? É, é, esse mesmo. Quando tem uma réstiazinha de sol enganando a nossa persiana e invadindo os meus domínios, fico realmente atraído. Vou lá e me deito bem naquela pequena faixa. Viro a barriguinha para cima e aproveito o calorzinho. Mas logo esquenta demais e corro para o chão frio, às vezes até me molho no pote ou vou me encostar nas garrafas congeladas. E nem adianta a mamãe alertar para o perigo, que somos sensíveis ao calor e tal! Logo que esfrio, se o pequeno espacinho de sol ainda estiver lá eu corro e fico sobre ele de novo. Aí vou me esfriar de novo. E de novo. E de novo. Repito o ritual até o sol ir embora o que, na verdade, acontece muito rápido pois é bem no fim da tarde que isso rola. Essa mania, observada e descoberta recentemente pela mamãe, a deixa bastante intrigada. Mas como sou só eu quem faço, ela provavelmente deve achar que é uma esquisitice só minha. escrito por quincy jones às 9:17 AM | 19.1.04 De mustelídio a chef francês Fiz hoje uma descoberta alucinante. De um simples pedaço de ração posso fazer uma refeição gourmet. Simples assim: deixei cair no pote pequeno de água (se fosse no grande não estaria escrevendo isso pois nada teria acontecido, como é a vida, não?) um floco - que coisa mais gay, flco. Pior só floquinho - de ração Marshall. Pois bem, como o pote estava já sem quase nada, o floco inchou, amoleceu e me lembrou a papinha que eu comia às vezes quando pequeno e que mamãe aboliu porque descobriu que provoca tártaro. Com essa lembrança na cabeça, degustei aquela matéria-prima para novas invenções com toda a atenção. Hummmm, textura e consistência perfeitas, um verdadeiro banquete dos sentidos. Continuei a minha experiência, desta vez com um pedaço de Vitacraft Menu, minha preferida. Não amoleceu tão rápido, mas ainda assim o aroma que ela exalou era delicioso. Nutral, Superior Choice, Treats e até mesmo o Cat Show Anti-tártaro (depois que o Brian teve que ser anestesiado para tirar o tártaro, minha mãe ficou meio neurótica em relação a esse assunto) ficavam ainda mais deliciosos com essa umidade latente. Bom, o caso é que aí minha mãe acabou com a festa. Depois que descobriu wue era eu o "afogador de comida" me deu uma bronca e retirou o pote pequeno por um tempo. Acabou-se a minha carreira de chef francês... E o pior é que eu nem tinha chegado nos Yoguies e no FerretVite ainda... Se os humanos descobrissem esses sabores, certamente eu ficaria famoso (olha a novela aí de novo, gente!), seria convidado para ir ao Vale do Loire na França e vocês perderiam as minhas preciosas palavras... Tudo bem, tudo bem, não chorem. Se vocês implorarem eu fico. Vamos, implorem! Tá, deixa pra lá. escrito por quincy jones às 3:08 PM | 15.1.04 Como fazer amigos e influenciar pessoas Para 2004 tenho uma meta bastante clara: resolvi ser mais simpático com os que me rodeiam. Isso inclui a fúria branca (Aretha), a pequena meliante (Macy) e o bonachão do Brian. Muito bem, não é só isso. Os humanos também serão beneficiados com a minha nova personalidade. Serei um ferret de colo, meigo e sociável. Abandonarei esse meu jeito sarcástico e irônico de ser. Vou ficar com a boca seca de tanto gastar saliva lambendo-os e ainda por cima tomarei banhos sem reclamar. Com isso pretendo ser um ás dos relacionamentos, um Deus das comunicações e, quem sabe, me candidate até a algum cargo político (minha mãe diz que os tais políticos ganham um dinheirão e não precisam fazer quase nada...). Ninguém resistirá ao meu charme, serei comentado, amado, fotografado, assediado e procurado. As pessoas não viverão mais sem mim. Vão inventar fofocas ao meu respeito. Receberei por carta inúmeras propostas de casamento e sairei na Focinhos todas as semanas, uma após a outra. Ops, mamãe chegou! Ué, não entendi porque a mamãe disse que nunca mais me deixa sozinho com a televisão ligada... Ela acha que estou vendo muito essa novela das 20h, a "Celebridade"... Eu, hein? escrito por quincy jones às 10:10 AM | 14.1.04 Descolando Treats Ufa! Ontem eu estava sentimental pacas... Aproveitem que não é sempre. Muito bem, hoje vou ensinar aos colegas ferrets sobre como convencer um humano a lhe dar um treat. Primeira tática: assim que ele entrar no seu quarto, finja que vai fazer a caquinha no lugar errado. Quando você se certificar que ele te viu, olhe bem nos olhos dele, dirija-se ao local correto, mire com capricho e faça! Xixi ou caquinha, tanto faz. Ele vai se espantar com a sua inteligência e premiá-lo. Também, depois de tanta ginástica você bem que merece. Segunda tática: se ele estiver - como sempre - babando o seu ovo e dirigindo a você aquele olhar lânguido, cheio de admiração, vai ser perfeito. Encare-o com bastante ênfase e, em seguida, dirija o olhar para o armário onde os treats ficam guardados. Como?!?!?!? Não sabe onde fica?!?!?!? Acorde para a vida e vá perguntar ao seu irmão, todos nós sabemos. Caso o humano esteja embasbacado demais com a sua beleza e não repare na sutileza do seu olhar, vale também ficar em pé sobre as patas traseiras (os humanos adoram isso) e fazer cara de pidão*. *Adendo à apostila - Fazendo Cara de Pidão: a) force as orelhas para trás; b) repuxe os cantos da boquinha para baixo, de forma que o focinho pareça maior ainda; c) faça uma expressão indefesa e carente arregalando os olhos e apertando-os alternadamente; d) encoste a barriguinha no chão e estique as patinhas da frente a meio-corpo, em uma posição extremamente incômoda (o humano vai querer acabar logo com isso) ou ainda cole o queixo no chão. E suspire, suspire muito. Eles nunca resistem! Espero que funcione. Adiós, amigos. escrito por quincy jones às 10:01 AM | 13.1.04 Homenagem a Vocês Se um ferret algum dia lhe disser que não liga muito para o seu humano, pode ter certeza que é mentira. Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre os colegas que ainda estão em pet shops, sem conforto, sem carinho, muitas vezes sem sequer um pouco de água fresca para aplacar a sede neste calor que anda fazendo. E expostos. Isso é o pior: expostos a crianças que lhes puxam o rabo, a adultos (que parecem crianças) que os pegam de qualquer jeito, aos olhares e cutucões de seres tão maiores em tamanho! E tão menores em caráter. Muitas vezes estão tremendamente assustados com seu destino, com a perda de suas mães e irmãos, com aquele ambiente barulhento, estranho e frio. Alguns deles já não mais filhotes e, portanto, vêem suas chances de conseguir um lar diminuirem a cada dia. Enfim, levando uma vida miserável! Simples mercadorias que, se não tivessem a chama da vida ardendo em seu peito, possivelmente sofreriam bem menos e poderiam ser chamados de objetos. Eles observam cada um que passa, implorando por um segundo para poder mostrar como são encantadores e o quanto precisam de alguém. Quando anoitece, lá se foi mais um dia. Mais um dia de espera e desilusão, mais um dia de incertezas naquela gaiola trancada e solitária. Uma pequena lágrima rola e cai sobre a borda da redinha puída e já tão usada, algo se parte novamente dentro daquela criatura frágil, um pequeno ser chora de tristeza, medo e solidão. Até que um belo dia (e põe belo nisso), aparece aquele que será amado com todas as forças dos nossos coraçõezinhos. Já em um primeiro olhar podemos sentir que algo está mudando. A gaiola se abre, alguém nos agarra. É uma mistura de medo e expectativa. Mãos macias nos envolvem e acariciam. No íntimo sentimos que agora tudo vai ficar bem. Eles nos levam para casa, nos alimentam, nos aquecem e nos mostram que a vida pode ser mais bonita. Nos ensinam o básico e brincam conosco. Nos dão atenção, descobrem nossos pequenos defeitos e manhas e lidam com isso com a maior paciência. E o mais assombroso: ADORAM fazer isso!!!! Eles, esses humanos maravilhosos, falam conosco através de olhares e gestos. Nos dão irmãos, treats, brinquedos e um bem muito precioso para eles: seu tempo. E não se importam muito se errarmos o alvo com uma caquinha ou outra. O importante é que estamos ali, inteiramente dependentes deles e dispostos a retribuir tudo isso com algo básico: com a nossa FELICIDADE, com a nossa SAÚDE e com o nosso AMOR! Vocês, sem dúvida, tranformaram as nossas vidinhas em um verdadeiro espetáculo. Hoje somos assim - completos - porque vocês um dia olharam através das grades e conseguiram enxergar algo mais do que simples animais peludos: vocês viram as nossas almas. O blog de hoje é uma homenagem a vocês, papais e mamães humanos, que nos escolheram como filhotes do coração e nos dão um mundo mais colorido, mais bonito e, sem dúvida, mais seguro. Saibam que não existiríamos se não fossem vocês. Não poderíamos sequer contemplar um pôr-do-sol. Não poderíamos deixar nossa marca no mundo. Não seríamos conhecidos e lembrados e, quando chegasse a hora de partir, não estaríamos esperando por vocês lá do outro lado. Vocês são especiais e queridos, muito obrigado em nome de todos os ferrets desse clube, dessa cidade e desse País!!!!! Lambidas e cheirinhos, Quincy Jones PS: Tá esperando o que? Vai correndo dar um treat pro seu bebê! escrito por quincy jones às 12:18 PM | 12.1.04 Caverna Urbana Dizem que certos bichos, apesar de todo o seu desenvolvimento dentro da escala evolutiva, ainda mantém certos hábitos atávicos, adquiridos após centenas de milhares de anos em luta pela sobrevivência em um mundo hostil... Tudo isso para dizer que, mesmo sendo um ferret intelectual, culto e escritor, fiquei absolutamente arrepiado com a chegada do nosso novo gaveteiro-prédio-de-cinco-andares-branco. Trata-se de uma preciosidade de cinco gavetas, devidamente transformadas em tocas, onde podemos nos esconder e brincar de "morcego". "Era um início de verão como qualquer outro. Brincávamos no lago (piscininha de inflar, presente da Tia Lu e do Tio Rai), escavávamos a terra (dos vasos da vovó que, a essa altura, já entregou o assunto a Deus), nos alimentávamos e trocávamos a nossa pelagem em paz. Um belo dia, o gigante Brian descobriu uma abertura que nunca esteve ali, um subterrâneo mágico que nos levaria a mares nunca dantes navegados. Nos infiltramos por aquela abertura, afinal, ferrets nada temem. (PAUSA PARA REFLEXÃO HUMANA: Mamãe me perguntou depois se a gente sequer pensou que ali poderia ter um nicho escondido ou algum perigo... Respondi que é mais forte que nós, simplesmente fomos obrigados a entrar! Chame de instinto se preferir). Descobrimos logo adiante uma abertura que levava ao segundo andar e imediatamente convoquei a minha pilota de provas, Macy Gray, para um teste (pensam que sou besta de ir na frente?). Ela entrou toda faceira e já saiu por cima! A segunda gaveta estava entreaberta!. Infelizmente algum humano preguiçoso - no caso, o nosso carpinteiro contratado, Luis Marcelo - ainda não terminou as obras e o 3o, 4o e 5o andares estão interditados ainda. Mas tenho fé que em breve poderemos continuar a nossa exploração. Já reservei, inclusive, a cobertura para mim, onde farei meu loft e poderei me resguardar da ameaça branca - Arehta Franklin - que tem cismado ultimamente comigo e não me deixa em paz um segundo. Deu para morder minhas canelas, pode? Depois dizem que sou nervoso...". escrito por quincy jones às 3:02 PM | 9.1.04 O Quarto Passageiro Dia desses fomos surpreendidos com uma visita que veio para ficar. Trata-se de um ferret grande, grande não, ENORME!!!!! O nome dele é Brian e ele é boa praça, bonachão, enfim, um cara realmente agradável. Eu nem fiquei com ciúmes da mamãe ter ganhado mais um filho homem... Tá bom, só um pouco de ciúmes, mas passou logo. O caso é que o pai dele teve que ir para um lugar beeeem longe chamado Estados Unidos e ele não pôde ir junto. Aí... "Em uma galáxia distante, o comandante Quincy Jones preparava-se para voltar à base. Havia sido uma daquelas viagens chatas, onde tudo o que poderia dar errado realmente tinha dado. Maldito Murphy, seja ele quem for. A co-pilota Aretha Franklin alisou seu topete platinado e pensou em como seria bom ingerir uma pílula de Vitakraft Menu fresquinha, mas infelizmente os abastecedores da nave eram fãs da Marshall Diet Premium. Paciência. Uma ligeira turbulência agitou o ambiente e o comandante Quincy Jones franziu o cenho. Turbulência no espaço sem uma chuva de meteoritos sequer? Muito estranho... Chamou a pequena estagiária Macy Gray e ordenou uma checagem geral. A criaturinha saiu pulando e em poucos minutos apareceu arrastando um pesado fardo: 'Olhem o que eu encontrei na área de entrada! E ele estava tentando abrir o portal interno, o que ocasionou a despressurização causando a turbulência!'. Grande Macy Gray, agora sim! Ela havia trazido o gigante intruso para dentro! Como comandante eu precisava pensar rápido! Tentei entabular uma conversa com o grandão, ainda sem saber se ele falava a nossa língua. Já no primeiro aiaiai soube de tudo. A Capitã Geral da Comunidade Intergalática, mais conhecida como mamãe, havia enviado este ser para fazer parte de nosso núcleo. Ai meus sais, mais um estagiário para treinar... Essa vida de chefe me mata..." E foi assim que o nosso querido Brian (agora de sobrenome Ferry) veio morar conosco. No final, sabe que ele até que é bem simpático? escrito por quincy jones às 10:45 AM | 9.12.03 O Retorno Oi povo! Tudo bem, tudo bem, sei que andei meio sumido. Mas, como dizia um político famoso - não sei bem o que são políticos e para que servem, mas a mamãe disse que é uma racinha terrível - "forças ocultas atuaram sobre o caso". O fato é que estou de volta com a corda toda. E, para atualizá-los, mudamos de casa. É, pasmem! Nossa casa já não é no quarto da mamãe, mas sim, em um espaço criado especialmente para nós, a FerretLand. Após um processo de reforma - quando o pedreiro quis comer a gente, lembra? - agora estamos finalmente instalados. Bom, vou dar tratos à bola e escrever algumas aventuras que vivemos nesse tempo de ostracismo. Lambidas e até já! escrito por quincy jones às 9:50 AM | 3.7.03 Após alguns problemas técnicos, eis que voltamos graças à perspicácia Ullística de plantão. Ufa! A mudança Agradeço a todos os colegas mustelídeos (e seus respectivos humanos) que me mandaram os parabéns e votos de vida longa e felicidades mil. Tina, Bira, Marilú, Laka, Théo, Edgar, Wilbor, Osório e Tia Elis; Margot, Heitor, Cícero e Tia Ana Paola; Johnnie, Jack e Tia Be; Nicky, Jeanny, Teddy, Wally e Tia Stelinne (adoro este nome); Kiki e Tia Déia. Agora que sou um jovem senhor de dois anos, tomei uma decisão. Resolvi mudar. Parar com este cinismo e este humor ácido que são a minha marca registrada. Nem ser mais tão contemplativo, mal-humorado e introspectivo. Serei um novo homem, ops, um novo mustelídeo. Mais solto, alegre e disposto a perdoar as tolices que ouço e vejo de vez em quando e, inclusive, me abster de comentá-las (controle-se Quincy!). Vou começar a sair, fazer mais esportes, comer menos, me socializar, serei meigo e carinhoso, um autêntico "queridinho das multidões". Vou em busca da unanimidade, do sucesso, da ascensão social e política!!!!!!! Serei o super-hiper-mega-Quincy Jones!!!!! O astro, o imperador, o rei!!!! Ufa! Pensando bem, já me cansei só de falar em fazer tudo isso. Deixa pra lá, esqueçam o que eu disse. Afinal, sou muito mais interessante desse jeito, vocês não acham?!?!?!? E aproveitem que eu estou calmo! escrito por quincy jones às 2:03 PM | 30.6.03 Homenagem pra mim Sabe, sou um cara durão! Não me comovo facilmente não, é muito difícil me fazer chorar. Mas depois que li o que a mamãe escreveu pra mim hoje no blog eu literalmente desmoronei... Saca só: "Filhote querido, Hoje você faz dois aninhos... Me lembro como se fosse hoje da primeira vez que te vi, fiquei com medo daquele bicho comprido e esquisito que me olhava por uma frestinha da caixinha. Acho que teve tanto medo quanto eu... Mas assim que te peguei no colo e olhei para seus olhinhos pretos e espertos, o amor veio instantaneamente. Você foi o primeiro, com você aprendi muitas coisas. Entre elas o valor da amizade, do carinho desinteressado, do amor incondicional. Aprendi também que existem pessoas maravilhosas como as desse fórum e ganhei amigos de verdade através de você. Posso dizer que você mudou a minha vida. Para muito, muito melhor. E atrás de você vieram mais gracinhas que iluminam a minha existência, suas irmãs Macy e Aretha e agora o seu novo irmão, o gigante Brian. Você me fez inclusive ser uma pessoa melhor, entender o quanto um "simples bicho" pode significar para uma pessoa. Amo você, muito. E te respeito também. Vida longa a você, Mr. Jones, meu ferret escritor. E obrigado a todos os que fazem parte desta história. Saudades, viu? Uma fungada no cangote e uma lambidinha no nariz... Da sua maior fã, Marisa Fortes PS: Obrigada a Tia Elis que está tomando conta de você e dos seus irmãos, lamba ela por mim..." escrito por quincy jones às 11:23 AM | 10.6.03 Futuros aposentos Os humanos eventualmente entram em uma viagem sem volta chamada reforma. Caso vocês ainda não tenham tomado contato com este outro plano dimensional, trata-se de um momento único na vida deles: quando finalmente transformam (ou tentam transformar) algo que ficou velho e acabado em um espaço muito melhor para se viver. E quase enlouquecem. O grande problema neste tipo de empreitada é que ela geralmente demora o dobro do tempo previsto e custa o triplo do que se havia planejado. Mas tudo bem, sou atualmente um cara rico em treats. Ops, acabaram de me alertar que pedreiros não aceitam treats! Bem, azar o deles... O caso é que há uma porta de vidro em nossos aposentos que dá diretamente para a área de atuação destas criaturas chamadas pedreiros. Resultado: passamos a nos encarar quase que diariamente e descobri o sucesso que um ferret pode fazer junto a um humano que nunca viu um desses. Está, portanto, explicado um dos sete mistérios da bendita reforma: ela demora assim porque os trabalhadores passam metade do tempo a nos admirar e a outra metade a comentar as nossas traquinagens, ehehehe. E tenho dito! PS: Antes que perguntem, a reforma é nada mais nada menos do que a construção da FerretLand (minha mãe não quis chamar de Quincy's House não sei por que...), um espaço destinado exclusivamente a nós, as melhores e mais fofas criaturas da terra... escrito por quincy jones às 4:51 PM | 15.4.03 Coruja Peça a um dono de ferret para falar sobre seus filhotes e você verá: cenas de corujice e tietagem explícita, além de comentários tão melentos, mas tão melequentos, que dão até enjôo. Digo isso porque soube que recentemente a Tia Paty (uma que mora lá bem longe em uma tal de Suíça) perguntou sobre nós para a mamãe. E ela perguntou lá no fórum, um lugar onde os humanos (e às vezes alguns ferrets) escrevem e devem se comunicar OBJETIVAMENTE, ou seja com POUCAS PALAVRAS. E não é que a anta da mami's não se conteve e, ao descrever o nosso perfil, acabou postando uma bíblia? Confira: "Quincy (Jones): um cara pacato, sable escuro, 1 ano e 10 meses, low profile, às vezes bastante emburrado e escritor. Isso mesmo, escritor! Ele tem um blog aqui no site. A vida dele é implicar com as garotas, volta e meia sai um arranca-rabo daqueles das duas contra ele. Ele ganha, of course; Aretha (Franklin): uma ferret bastante interessante, 1 ano e 5 meses, veio na base do "gato por lebre", uma vez que comprei-a como Stripe e ela acabou virando branquinha de olhos negros. O charme dela é deitar de barriguinha para cima e ficar chamando a gente com as patinhas. Adora brincar de brigadeiro: nada no pote de água e depois se enrola nas migalhas de ração (eca!); Macy (Gray): linda, meiga, de colo, 10 meses, siamesa, voadora (dá uns saltos de dois metros de distância). Ela DORME no colo e na minha cama junto comigo, uma coisa! Uma filhota fofa linda de morrer!!!!! Ai, meus sais, ela é TUDO de bom!!!!! Quando abrimos o portãozinho do quarto ela dá uma de Rambo e foge correndo escadaria abaixo. Já ficamos espertos com isso e a resgatamos sempre, mas ela vem no colo se contorcendo como uma minhoca! Moleca..." Só não entendi essa coisa de que eu vivo implicando com as garotas. Sabe, nos dias de hoje, um artista como eu tem que tomar muito cuidado com a imagem e, assim sendo, resolvi processar a mamãe por calúnia e difamação. Desta forma, com a indenização, poderei comprar muuuuitos treats de frango, meus preferidos. Ao consultar a minha advogada, a vovó, acabei por tomar uma bela reprimenda (bronca, para os iletrados) e desisti. Mas seria uma boa vingança, uma vez que senti certa predileção dela por uma pequena encapetada e louca ferretzinha siamesa... Voltando a qualquer momento em edição extraordinária e direto do C.C.M.B. (Centro Correcional de Mustelídeos Berach - essa foi ótima, tia Ana Paola), Quincy (mega-hiper-super-fantástico) Jones escrito por quincy jones às 4:12 PM | 11.4.03 No espelho Fico pensando como se sente a Vera Fisher quando, em pleno toillette (ainda que televisivo), é observada por centenas de olhos fixos em seus menores gestos, como que à espera de um deslize. Digo isso porque outro dia flagrei a minha estranha mamãe desse jeito, me encarando fixamente, bem quando eu iniciava a minha sessão de lambidas matinais (para quem não sabe, a baba mustelídea deixa o pêlo brilhante e macio, hihihi. Tá esperando o que? Experimente...). Comecei minha higiene e, quando percebo, lá estava ela. Estática, olhar mortiço, como que em transe. Pensei hiiii, aí tem... Resolvi contra-atacar! Parei com o que estava fazendo, me aproximei e decidi encará-la fixamente também. Afinal, me senti temendamente invadido em minha intimidade (sou muito discreto, como vocês sabem)... Após alguns minutos ela "acordou" de um estalo, olhou para mim ali estático também e caiu na gargalhada!!!!! Que mulher maluca, fala sério!!!! Ela disse que achou engraçado o meu jeito de ficar ali imóvel, só olhando para ela... Mas não foi ela quem começou? Depois (muito depois para o meu gosto, já que fiquei me sentindo um otário boiando na situação) ela me explicou que de vez em quando os humanos fazem isso mesmo, ficam olhando fixamente um ponto por alguns minutos, como que hipnotizados. Ela prometeu pesquisar mas, até onde ia a sua vã filosofia, ela não sabia a causa disso... E depois os humanos dizem que nós é que temos um comportamento interessante... Eu, hein? escrito por quincy jones às 2:47 PM | 8.4.03 Notícias do Front Dizem que sou rabugento e blasé. Que nunca ligo pra nada e não dou a menor bola para os pobres humanos mortais e seus presentes. Só que o fato é que sou um cara exigente, para despertar a minha atenção a coisa tem que ser realmente muito, mas muito boa. Como a nova barraca de exército que a mamãe instalou lá no quarto para MIM. Triangular, da grife ILMF, com uma pequena abertura para entrar, verde-garrafa e suspensa. Um luxo! O problema é que - como sempre - as pragas não me dão sossego, afinal, eu estou tentando com toda a paciência explicar que ela é só minha. E elas insistem em entrar, já que tudo o que é proibido é mais gostoso... "Estava já há um dia e meio em plena resistência armada. Isolado nos arredores do pântano FerretLake, sentia-me acuado dentro de minha barraca de campanha, cuidando para que meu território não fosse invadido. Estava isolado, submetido à tropa feminina do inimigo, temíveis ninjas assasinas que fariam de tudo para tomar a minha humilde morada. Minhas provisões de Vitakraft Menú (tinha um belo estoque dentro da barraca) haviam se esgotado e estava sedento (isso sem contar a alucinante vontade de fazer um pipi e otras cositas más), louco para esticar as patas. Nas três vezes em que tentei uma escapada, rezando para que as temíveis guerreiras não acordassem de sua soneca, fui surpreendido e arranquei-as lá de dentro a sopapos e pontapatas. Estava em desvantagem, afinal, era um só contra a Fúria Branca e a Siamesa Maldita. E é isso, aqui estou, rodeado de alguns artefatos fifos, esperando uma oprtunidade de poder viver sem ser importunado ou ter o meu território invadido. Ao cair da noite consigo dar uma saidinha, mas volto logo para dentro da minha amada barraca. Mando notícias desta guerra fria a qualquer momento, direto do front de onde, inclusive, solicito reforço urgente. May day, may day...." E eu era um cara que - apesar das garotas - tinha paz... Agora, é o autêntico fim dos tempos... Uma era negra, onde o direito à propriedade não é mais respeitado, onde não há paz senão no esquecimento das mazelas ferretianas... escrito por quincy jones às 3:38 PM | 1.4.03 UUUUUaaaaaahhhhhhhhhh!!!!!!!! Fico pensando em como a caçula Macy consegue bocejar daquele jeito sem quebrar os maxilares. Juro que consigo ver até o duodeno dela quando começa a abrir a boca. E os bocejos são contínuos, ela deita no chão, se espreguiça, se estica toda e começa: uah, uah, uah. São só boca e dentes para todos os lados. O resto da carinha dela some, muito gozado! Foi mais gozado ainda quando, dia desses, uma mosca adentrou em nossos domínios... "Era uma manhã quente de verão e a pequena proletária Macy Gray acabava de acordar. Ela tinha muitos afazeres naquele dia e precisava se levantar rapidamente. Iniciou com brilho o seu ritual de bocejamento, estava se superando a cada dia: quase 90 graus de abertura mandibular, imagine! Certamente ganharia o próximo Ferret Championchip, tinha excelentes chances. Quando estava quase terminando o treino, um zumbido alto invadiu o ambiente. O que seria? De repente, um bicho voador completamente descontrolado veio como um raio diretamente em direção à garganta da pobre atleta. Era uma mosca, certamente suicida! Macy descobriu naquele momento que seu potencial de fechamento mandibular não era lá essas coisas. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, a mosca mergulhou dentro da boca mustelídea, esbarrando em suas presas afiadas. Macy tossiu, cuspiu e em seguida recapturou a invasora e mastigou sem dó nem piedade. Acabara de conhecer uma nova alternativa nutricional. Passado o susto, dividiu a refeçião de última hora com os irmãos, que se deleitaram com aquelas asinhas ainda se agitando ao vento..." Moral da história: uma mosca é uma mosca apenas até se tornar o jantar! escrito por quincy jones às 1:17 PM | UUUUUaaaaaahhhhhhhhhh!!!!!!!! Fico pensando em como a caçula Macy consegue bocejar daquele jeito sem quebrar os maxilares. Juro que consigo ver até o duodeno dela quando começa a abrir a boca. E os bocejos são contínuos, ela deita no chão, se espreguiça, se estica toda e começa: uah, uah, uah. São só boca e dentes para todos os lados. O resto da carinha dela some, muito gozado! Foi mais gozado ainda quando, dia desses, uma mosca adentrou em nossos domínios... "Era uma manhã quente de verão e a pequena proletária Macy Gray acabava de acordar. Ela tinha muitos afazeres naquele dia e precisava se levantar rapidamente. Iniciou com brilho o seu ritual de bocejamento, estava se superando a cada dia: quase 90 graus de abertura mandibular, imagine! Certamente ganharia o próximo Ferret Championchip, tinha excelentes chances. Quando estava quase terminando o treino, um zumbido alto invadiu o ambiente. O que seria? De repente, um bicho voador completamente descontrolado veio como um raio diretamente em direção à garganta da pobre atleta. Era uma mosca, certamente suicida! Macy descobriu naquele momento que seu potencial de fechamento mandibular não era lá essas coisas. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, a mosca mergulhou dentro da boca mustelídea, esbarrando em suas presas afiadas. Macy tossiu, cuspiu e em seguida recapturou a invasora e mastigou sem dó nem piedade. Acabara de conhecer uma nova alternativa nutricional. Passado o susto, dividiu a refeçião de última hora com os irmãos, que se deleitaram com aquelas asinhas ainda se agitando ao vento..." Moral da história: uma mosca é uma mosca apenas até se tornar o jantar! escrito por quincy jones às 12:23 PM | |